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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Alexandre O'Neill


Poeta português, descendente de irlandeses e nascido em Lisboa. Autodidacta, fez os estudos liceais, frequentou a Escola Náutica (Curso de Pilotagem), trabalhou na Previdência, no ramo dos seguros, nas bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian, e foi técnico de publicidade. Durante algum tempo, publicou uma crónica semanal no Diário de Lisboa. Datam do ano de 1947 duas cartas de O'Neill que demonstram o seu interesse pelo surrealismo, dizendo numa delas (de Outubro) possuir já os Manifestos de Breton e a Histoire du Surrealisme de M. Nadeau. Nesse mesmo ano, O'Neill, Cesariny e Mário Domingues começam a fazer experiências a nível da linguagem, na linha do surrealismo, sobretudo com os seus Cadáveres Esquisitos e Diálogos Automáticos, que conduziam ao desmembramento do sentido lógico dos textos e à pluralidade de sentidos. Por volta de 1948, fundou com o poeta Cesariny, com José-Augusto França, António Pedro e Vespeira o Grupo Surrealista de Lisboa. Com a saída de Cesariny, em Agosto de 1948, o grupo cindiu-se em dois, dando origem ao Grupo Surrealista Dissidente (que integrou, além do próprio Cesariny, personalidades como António Maria Lisboa e Pedro Oom). Em 1949, tiveram lugar as principais manifestações do movimento surrealista em Portugal, como a Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa (em Janeiro), onde expuseram Alexandre O'Neill, António DaCosta, António Pedro, Fernando de Azevedo, João Moniz Pereira, José-Augusto França e Vespeira. Nessa ocasião, Alexandre O'Neill publicou A Ampola Miraculosa, constituída por 15 imagens sem qualquer ligação e respectivas legendas, sem que entre imagem e legenda se estabelecesse um nexo lógico, o que torna altamente irónico o subtítulo da obra, «romance». Esta obra poderá ser considerada paradigmática do surrealismo português. Foram lançados, ainda nesse ano, os primeiros números dos Caderno Surrealistas. Em Maio do mesmo ano, foi a vez de o Grupo Surrealista Dissidente organizar uma série de conferências com o título geral «O Surrealismo e o Seu Público», em que António Maria Lisboa leu o que se pode considerar o primeiro manifesto surrealista português. Houve ainda mais duas exposições levadas a cabo por este grupo (em Junho de 1949 e no ano seguinte, no mesmo mês), sem grande repercussão junto do público. Depois de uma fase de ataques pessoais entre os dois grupos (1950-52), que atingiram sobretudo José-Augusto França, e após a morte de António Maria Lisboa, extinguiram-se os grupos surrealistas, continuando todavia o surrealismo a manifestar-se na produção individual de alguns autores, incluindo o próprio Alexandre O'Neill, que se demarcara, já em 1951, no Pequeno Aviso do Autor ao Leitor, inserido em Tempo de Fantasmas. Nessa mesma obra, sobretudo na primeira parte, Exercícios de Estilo (1947-49), a influência do surrealismo manifesta-se em poemas como Diálogos Falhados, Inventário ou A Central das Frases e na insistência em motivos comuns a muitos poetas surrealistas, como a bicicleta e a máquina de costura. Na segunda parte da obra, Poemas (1950-51), essa influência, embora ainda presente, é atenuada, como acontecerá em No Reino da Dinamarca (1958) e Abandono Vigiado(1960).

A poesia de Alexandre O'Neill concilia uma atitude de vanguarda (surrealismo e experiências próximas do concretismo) — que se manifesta no carácter lúdico do seu jogo com as palavras, no seu bestiário, que evidencia o lado surreal do real, ou nos típicos «inventários» surrealistas — com a influência da tradição literária (de autores como Nicolau Tolentino e o abade de Jazente, por exemplo). Os seus textos caracterizam-se por uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses, destruindo a imagem de um proletariado heróico criada pelo neo-realismo, a que contrapõe a vida mesquinha, a dor do quotidiano, vista no entanto sem dramatismos, ironicamente, numa alternância entre a constatação do absurdo da vida e o humor como única forma de se lhe opor. Temas como a solidão, o amor, o sonho, a passagem do tempo ou a morte, conduzem ao medo (veja-se «O Poema Pouco Original do Medo», com a sua figuração simbólica do rato) e/ou à revolta, de que o homem só poderá libertar-se através do humor, contrabalançado por vezes por um tom discretamente sentimental, revelador de um certo desespero perante o marasmo do país — «meu remorso, meu remorso de todos nós». Este humor é, muitas vezes, manifestado numa linguagem que parodia discursos estereotipados, como os discursos oficiais ou publicitários, ou que reflecte a própria organização social, pela integração nela operada do calão, da gíria, de lugares-comuns pequeno-burgueses, de onomatopeias ou de neologismos inventados pelo autor. Alexandre O'Neill escreveu Tempo de Fantasmas (1951), No Reino da Dinamarca (1958), Abandono Vigiado (1960), Poemas com Endereço (1962), Feira Cabisbaixa (1965), De Ombro na Ombreira (1969), Entre a Cortina e a Vidraça (1972), A Saca de Orelhas (1979), As Horas Já de Números Vestidas (1981), Dezanove Poemas (1983) e O Princípio da Utopia (1986). A sua obra poética foi ainda recolhida em Poesias Completas, 1951-1983 (1984). Foi ainda editada uma antologia, postumamente, com o título Tomai Lá do O'Neill (1986). Publicou dois livros em prosa narrativa, As Andorinhas não Têm Restaurante (1970) e Uma Coisa em Forma de Assim (1980, volume de crónicas), e as Antologias Poéticas de Gomes Leal e de Teixeira de Pascoaes (em colaboração com F. Cunha Leão), de Carl Sandburg e João Cabral de Melo Neto. Gravou o disco «Alexandre O'Neill Diz Poemas de Sua Autoria». Em 1966, foi traduzido e publicado na Itália, pela editora Einaudi, um volume da sua poesia, Portogallo Mio Rimorso. Recebeu, em 1982, o Prémio da Associação de Críticos Literários.

A BicicletaO meu marido saiu de casa no dia 25 de Janeiro. Levava uma bicicleta a pedais, caixa de ferramenta de pedreiro, vestia calças azuis de zuarte, camisa verde, blusão cinzento, tipo militar, e calçava botas de borracha e tinha chapéu cinzento e levava na bicicleta um saco com uma manta e uma pele de ovelha, um fogão a petróleo e uma panela de esmalte azul. Como não tive mais notícias, espero o pior. As horas já de números vestidas(1981)

Singularidades de uma rapariga loira



Panorama visto pelo Narrador:
Macário, um homem desolado, contou-me a sua história numa estalagem, com a influência da vinhaça do Norte, dizendo-me que havia tido um caso complicado da sua vida, depois de termos mamado 3 garrafas da vinhaça pura do Norte. Quando era jovem apaixonou-se.
Tudo começou quando trabalhava no armazém do seu tio Francisco onde era guarda-livros, “arranjou mas é um tacho a pala do tio”. Um dia foi morar para a frente do seu armazém, uma rapariga loira (burra). Acho que foi amor à primeira vista, porque ele nunca tinha galado uma loiraça, e andava há caça do gado. Chamava-se Luísa. Foram precisos poucos dias para que ficasse cegamente apaixonado…”otário”.
Mas foi uma conquista difícil, porque Macário era um bocado “otário” ou “totó”, era muito tenrinho na matéria do engate, e ela mostrava ser de um nível superior ao dele…claro que ela era uma mera plebeia com a mania. Finalmente…com muito sofrimento e batimento, consegui cansar a “fera”, … conseguira mostrar que estava interessado nela, e ela já o tinha debaixo de olho, porque ele tinha um trabalho honrado…”um tacho”, e o seu tio tinha algumas posses” o cota é que tinha a guita toda e ele era um pendura”. Penso que era nos seus valores que ela estaria interessada…”claro que a chavala queria era massa, “otário”.
Quando um dia resolveu casar…”já era o desespero”, sem a permissão do seu tio ”claro que o tio não era otário”, o jovem ficou na pobreza “coitado!” visto que ninguém lhe dava trabalho para não acabar com a amizade de anos com seu tio…”ele devia pensar que era alguma vedeta para orientar bules assim á toa”.
Um dia apareceu um amigo de Macário, que usava um chapéu de palha…”tipo Zezé Camarinha (o Dom Ruan dos Algarves)”, passando a mensagem que havia trabalho com uma boa recompensa em Cabo Verde. Macário aceitou a proposta e lá foi. Após fazer fortuna em Cabo Verde… “ teve lá a enganar os black´s mas é!”, regressou e o casamento ficou marcado para dali a um ano depois, de modo a que Macário pudesse enriquecer e depois sim, criar família.
Quando faltavam apenas dois meses para o casamento, o amigo do chapéu de palha, pediu-lhe para ser seu fiador de uma grande quantia “ grande otário, era mesmo comigo emprestar combu assim á toa”…, e após Macário ter aceitado, desapareceu…” em bem feito para ele abrir a pestana, OTARIO”…, deixando ao jovem a infelicidade de ter de pagar a dívida desse “amigo”, ficando outra vez pobre novamente.
Sem saber o que fazer o rapaz tencionava voltar a Cabo Verde quando seu tio lhe oferece, inesperadamente, no dia em que se foi despedir dele, o seu antigo trabalho de volta…” vá lá que ainda há camelos com sorte”.
A poucos dias do casamento levou a sua noiva a uma ourivesaria para escolher o anel de noivado. Escolheram um anel de pérolas, mas o mesmo estava apertado e por isso teriam que voltar no dia seguinte para o receber e pagar. Naquela situação de impasse Macário não reparou que Luísa teria escondido outro anel…”já eras”…, mas ao saírem, o empregado, reclamou pelo objecto roubado, Macário surpreso e a querer defender a dignidade da sua noiva, que estaria a ser suspeita de roubo, disse que seria um engano, mas o empregado continuou a insistir que teria que pagar o anel. Macário numa situação de desespero queria apaziguar a situação…” agora já e tarde meu amigo”…, mas nesse momento ela, descomposta, deixa cair o anel. Macário, branco, compôs-se da situação, abriu a carteira e pagou.
Acho que foi o suficiente para ele abrir os olhos, e reparar que a sua amada não passava de uma ladra, de uma pessoa com duas intenções. Assim Macário despachou a sua noiva, e passou o resto da sua vida a lamentar-se desta situação que poderia ter um caminho mais bonito.
Nunca na minha vida ouvi de um caso tão deprimente como este, e foi assim que o encontrei nesta estalagem do Minho e………

FIM.

CAIXA DE PANDORA

Na mitologia grega, Pandora ("a que possui todos os dons", ou "a que é o dom de todos os deuses") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.
Origem
Pandora era a filha primogénita de Zeus que, aos 9 anos de idade, recebeu de presente de seu pai o colar usado por Prometeu que foi retirado dele ao pagar a sua pena por roubar o fogo dos deuses. Pandora, então, arranjou uma caixa para pôr seu colar, a mesma caixa em que ela guardou a sua mente e as lembranças de seu primeiro namorado, cujo nome era Narciso. A caixa podia apenas guardar bens de todo o tipo, com excepção de bens materiais. Como o colar era um bem material, ele se auto-destruiu. Para Pandora o colar tinha valor sentimental, o que a fez chorar por muitos dias seguidos sem parar. Como a caixa guardava lembranças com a intenção de sempre recordá-las ao "dono", Pandora sempre se sentia triste. Tentou destruir a caixa para ver se ela se esquecia do fato, mas não funcionou, a caixa era fruto de um grande feitiço, que a impedia de ser destruída. Pandora então, aos 36 anos, se matou. Não aguentou viver mais de 27 anos com aquela "maldição".
Caixa de Pandora
A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controlo. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.
Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado a ficar 30.000 anos acorrentado no Monte Cáucaso, tendo seu fígado comido pelo abutre Éton todos os dias, alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.
Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa (uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções), enviada por Zeus em sua bagagem. Epimeteu acabou abrindo a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. No fundo da caixa, restou a Esperança (ou segundo algumas interpretações, a Crença irracional ou Credulidade). Com os males liberados da caixa, teve fim a idade de ouro da humanidade
Interpretação
Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outros os males. A Teogonia de Hesíodo não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo" (καλὸν κακὸν/kalòn kakòn).
O nome "Pandora" possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
A razão da presença da Esperança com os males deve ser procurada através de uma tradução mais acurada do texto grego. A palavra em grego é ἐλπίς/elpís, que é definida como a espera de alguma coisa; pode ser traduzida como esperança, mas essa tradução seguramente é arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional. Graças ao fechamento por Pandora da jarra no momento certo, os homens sofreriam somente dos males, mas não o conhecimento antecipado deles, o que provavelmente seria pior.
Ele não viveria o temor perpétuo dos males por vir, tornando suas vidas possíveis. Prometeu se felicita assim de ter livrado os homens da obsessão com a própria morte. Uma outra interpretação ainda sugere que este último mal é o de conhecer a hora de sua própria morte e a depressão que se seguiria por faltar a esperança.
Um outro símbolo está inserido neste mito. A jarra (pithos) nada mais é que uma simples ânfora: um vaso muito grande, que serve para guardar grãos. Este vaso só fica cheio através do esforço, do trabalho no campo, seu conteúdo então simboliza a condição humana. Por consequência, será a mulher que a abrirá e a servirá, para alimentar a família.
Uma aproximação deste mito pode ser feita com a Queda de Adão e Eva, relatada no livro do Génesis. Em ambos os mitos é a mulher, previamente avisada (por Deus, na Bíblia, ou, aqui, por Prometeu e por Zeus), que comete um erro irremediável (comendo o fruto proibido, na Bíblia, ou, aqui, abrindo a caixa, ou jarra, de Pandora), condenando assim a humanidade a uma vida repleta de males e sofrimentos. Todavia, a versão bíblica pode ser interpretada como mais indulgente com a mulher, que é levada ao erro pela serpente, mas que divide a culpa com o homem.
A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wi Pandora

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Racismo e discriminação

  • Relativamente a situações de discriminação social na minha vida, já ocorreu uma situação quando fui a uma entrevista de trabalho para uma firma de segurança privada. Fui abordado com uma pergunta formal da entrevista que era;
    - Você tem tatuagens nos braços?
    E eu respondi que sim, que tinha no antebraço. Logo a entrevistadora respondeu que não podia usar a farda de Verão e que essa era uma norma da firma. Claro que senti alguma injustiça, porque no Verão não tinha cabimento usar camisa de manga comprida.


  • Com respeito a situações de discriminação, vou aprendendo e adquirindo conhecimentos com estas situações, e levam-me a omitir a verdade em certas ocasiões no intuito de não ser penalizado.
  • Acredito que a sociedade em que vivo é muito censuradora, actua com discriminação por tudo e por nada, não acho que haja mudanças para melhor na mentalidade das pessoas relativamente ao preconceito. Posso actuar de modo a contornar certas situações, como mentindo ou omitindo, para beneficiar e não ser discriminado. Penso que não haja soluções menos drásticas para o racismo e discriminação.

    Reflexão:

    Gostei de trabalhar sobre este tema, foi interessante debater as nossas ideias entre a turma da GIII, houve vários casos de racismo e discriminação, claro que todos não estão do mesmo lado.
    Do meu lado posso dizer que sou uma pessoa preconceituosa. Tenho atitudes discriminatórias, vou agindo da forma que a sociedade me educa. Tento manipular as situações para adquirir certas coisas, ou para não ser discriminado. Sei que posso ganhar alguma coisa, mas também posso perder, sei que é relativo ser o melhor ou o pior, só sei que vou aprendendo com os meus erros, mas os erros dos outros também influenciam a minha aprendizagem da vida.
    Posso tentar mudar certas atitudes minhas, mas posso agitar os pensamentos dos outros com mudanças de atitudes, não sei ainda se vale a pena, se calhar vale! Não sei vou pensar :)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

EYE OF THE STORM








Questionário

A.
Não. Naturalmente que a criança não nasce com preconceito, vai adquirindo conhecimento das coisas ao longo da vida, e tem por norma perdoar sempre porque é muito influenciado pelo afecto.

B.
Pode se essa sociedade for educada desde o início.
Por exemplo, a influência que os nazis tiveram na Segunda Guerra Mundial, existiu muita repressão perante várias raças, sendo elas vítimas de atentados brutais, como a câmara de gás, e outras atrocidades; ou como no Irão e Iraque as crianças são educadas desde o início para o ódio, pois ensinam-lhes logo de pequenos a matar, “incutem” esse ódio entre eles logo de muito novos.
Na sociedade de hoje, certas seitas extremistas ainda reinam com atitude de impor medo e discriminação e agem com atitudes violentas matando pessoas, em atentados à bomba contra certos movimentos islâmicos; a xenofobia, o ódio e a tentativa de extermínio da outra raça através do genocídio, são factos actuais em certos países africanos.

C.
O preconceito é a atitude geralmente negativa em relação a membros de um grupo resultante de um juízo desfavorável que foi prévia e fundamentalmente constituída.
Penso que não é aprendido, é-nos “incutido”.
Penso que quem ensina, fundamentalmente, é a própria família.

2.
As crianças dos olhos azuis ficaram contentes por estarem a mandar nos outros pois tinham algumas regras como:
- Não podiam beber no bebedouro, tinham de beber num copo de papel
- Não podiam ir à casa de banho
- Não podiam brincar uns com os outros, etc.
Quando foram para o recreio os meninos ficaram condicionados, e foram ficando bastante tristes com a situação, então quando entraram para a sala a professora perguntou o que eles queriam fazer aos colares que tinham no pescoço. Eles tiraram-nos logo e queriam ser tratados como dantes, todos iguais.

3.
A) Sim. Tenho noção que existem certas pessoas com atitudes snobes, e que discriminam todas as pessoas de todo o tipo, por vezes não têm noção do que estão a falar ou de quem estão a falar.

B) Não, porque no meu modo de ver as coisas, quem tem preconceitos, usa-os diariamente e torna-se difícil impor outro tipo de pensamento .
C) Muitos das crianças já são bombardeadas com informação negativa sobre outras raças, logo torna-se difícil combater este tipo de atitude negativa sobre racismo. É pena que nem todas as escolas colaborem para o combate contra o racismo escolar.
D.
Concordo, porque quando existe o preconceito a família transmite que o outro não presta e nós sabemos que as crianças aprendem num instante a maldade, então, só passando pelo mesmo é que conseguem dar valor a como é estar do outro lado, porque custa mais sobreviver quando somos as vítimas do que quando somos o agressor.

Reflexão:
Gostei de ver o documentário, nunca pensei que houvesse uma pessoa com a atitude de defender o direito da igualdade racial, ainda por cima num país com uma história de atitudes racistas como os EUA.Tenho pena que a professora tenha sido uma vítima do seu próprio sistema social, mas conseguiu transmitir ao seus alunos e à audiência que viu o filme a realidade sobre os problemas sociais que afectam as pessoas de cor.